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Entrevista a Silvia Shigueo

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Continuando as publicações das entrevistas, hoje proponho vos ficarem a conhecer a Silvia Shigueo. Tenho a certeza que já muita gente a conhece e por isso terá curiosidade em saber um pouco mais sobre ela. Para quem não conhece aqui fica a oportunidade. Entrevista a Silvia Shigueo

A Silvia tem 42 anos e mora no Brasil, em Curitiba e é uma bordadeira de Ponto Cruz e costureira (entre outras coisas), perfeita!
Adoro os seus trabalhos e a forma como ela os apresenta às seguidoras da sua página.
“Conheci-a” porque bordou um gráfico que publiquei aqui n’A Minha Esfera e a partir daí fiquei seguidora do seu trabalho.

Entrevista a Silvia Shigueo

1- Quando e por que começou a bordar?
Comecei a bordar em 1997. Vi uma senhora bordando flores em uma toalha de mesa e achei lindo. Não quis perguntar nada (sempre fui autodidata).

2- Como você aprendeu?
Procurei um armarinho, comprei uma revista e o material básico e segui as instruções nas últimas páginas da revista para fazer os primeiros pontos. Comecei fazendo peças para o meu enxoval e não parei mais. Já bordei para família e amigos, já bordei para doar para bazares de igreja, já bordei para vender, mas hoje bordo basicamente por hobby.

3- Como selecciona os seus bordados?

Procuro gráficos que me desafiem. O resultado final que provoque assombro. Tenho predilecção pelo estilo Country Americano, porém também gosto de riscos modernos, alegres, coloridos. Fujo do lugar-comum. Aquela peça que todo mundo tem, por exemplo. Não gosto. Se for preciso usar um tema que está na moda, pelo menos procuro trazer algo inusitado. Não importa o grau de dificuldade. Entrevista a Silvia Shigueo
Já bordei quadros elaboradíssimos, e confesso que são os mais divertidos de se fazer e de se olhar. O simples também tem vez, desde que combine com o projeto e a peça. Muitas vezes o simples traz um resultado encantador, mas só chegamos a esse resultado com bastante trabalho e criatividade, então simples não quer dizer mais fácil. Meu tipo de projeto preferido são os quadros. Já bordei muitos e tenho vários na wish-list…

Entrevista a Silvia Shigueo
4 – Em que tipo de materiais borda?(só etamine ou outros?)
Bordo basicamente em etamina. Também uso cânhamo e tecido de sacaria, dependendo do projeto. Já bordei em tecidos de fios não-contáveis (camisetas), usando a técnica da etamina desfiada.

5- Para além do Ponto cruz você sabe mais algum tipo de artesanato ou bordado?
Faço bordado livre, vagonite, crochê, pintura em madeira e decoupagem. Mas 90% do meu trabalho ainda é com o ponto cruz.

Entrevista a Silvia Shigueo
6- Existe alguma outra técnica têxtil que você gostaria de aprender além de ponto cruz?
Não tenho nenhuma técnica que ainda gostaria de aprender. Já experimentei todas as técnicas que tive vontade, algumas eu gostei e incorporei na minha rotina, outras eu não gostei e descartei. No momento, sinto necessidade apenas de melhorar minha habilidade na costura à máquina, gostaria muito de saber mais.

Para seguir a Silvia nas redes sociais aqui ficam os perfis todos:

Página do Facebook – https://www.facebook.com/SilviaShigueoPontoCruz/
Perfil do Pinterest – https://www.pinterest.pt/silviashigueo2

Agora quero toda a gente a ir lá e dar um Like nas páginas porque tenho certeza absoluta que vão adorar!

Entrevista a Silvia Shigueo

Entrevista a Loly Ghirardi – Señorita Lylo

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Entrevista a Loly Ghirardi – Señorita Lylo
Depois da entrevista a Jane Denton e a Merve Burma criadora da Grav Grav  hoje proponho vos vir conhecer a bordadeira Loly Ghirardi (mais conhecida por Señorita Lylo), criadora espanhola da marca “Srta. Lylo” que contribuiu para a colecção de esquemas da DMC . Colecção que podem descarregar gratuitamente aqui.

Entrevista a Loly Ghirardi - Señorita Lylo
Nós adoramos o seu espírito jovem e divertido e o uso das cores no seu trabalho. Todas as bordadeiras adorarão os seus motivos juvenis. A sua paixão será será inspiração para todas as iniciantes.

Quem lhe ensinou bordado/ponto de cruz/tricô/croché?
O bordado foi uma arte que descobri sozinha. Nunca foi uma tradição da minha família, nem foi transmitido duma geração para outra. Interessei-me, fiz cursos, experimentei, misturei técnicas, aprendi até encontrar o meu próprio estilo e começar a fazer coisas que me fazem feliz.

Comecei a bordar há cerca de 8 anos. Precisava de desviar a minha atenção do ecrã do computador, de ficar próxima de material de artesanato e de criar coisas com as minhas mãos. Sempre tive curiosidade por trabalhos manuais, já em criança era uma verdadeira artesã! Adorava criar coisas com as mãos. Brincava com barro e usava plantas e flores como ingredientes de saladas a fingir. Aprendi croché, depois bordado… e isso abriu-me as portas para um novo mundo de aprendizagem passo a passo.

Estudei com vários professores, uns com um perfil mais técnico, outros mais lúdico. Primeiro usei as técnicas, truques, dicas e conselhos, que cada um deles me ensinou. Mais tarde deram-me a coragem necessária para criar o meu próprio estilo. Cada experiência e estilo deixa a sua marca no cocktail de pontos, texturas e segredos.

O material utilizado é a peça fundamental para se conseguir um bordado não-tradicional.

Ser criativo e imaginar uma tela em qualquer superfície, como um par de ténis, um portão ou uma peça de vestuário. Os pontos e os materiais são os mesmos, mas mudar os suportes, eleva o trabalho a um nível diferente, fica mais interessante e desafiador!

Como designer gráfica, quis introduzir desenhos e noções de artesanato nos nossos projectos. Senti que isto traria um toque “humano” ao trabalhar com o ecrã do computador.

O bordado é tão diversificado, que acabei por encontrar o meu nicho e decidi incluir o bordado em projectos, que achei adequados ou uma boa combinação.

Entrevista a Loly Ghirardi - Señorita Lylo
Do que mais gosta no bordado?
Primeiro que tudo acho que começar a bordar foi um presente para mim. Chegou num momento da minha vida em que procurava novas formas de expressão manual e de conexão comigo mesma.

Entrevista a Loly Ghirardi - Señorita LyloEntrevista a Loly Ghirardi – Señorita Lylo
Já transmitiu os seus conhecimentos a alguém? A quem? Se não, espera fazê-lo? A quem?
Uma das coisas mais bonitas é partilhar estes conhecimentos ou sabedoria com os outros. Sempre que dou uma aula, divirto-me imenso com os alunos, quer seja em cursos presenciais, que dou às vezes em Espanha ou em cursos online que dou na plataforma Domestika. Existe um fórum com mais de 900 pessoas de todo o mundo, onde partilhamos segredos, dicas e projectos.

E tenho sobrinhas a quem quero muito ensinar a bordar e transmitir este gosto por agulhas e linhas. Estou desejosa de as visitar em breve – vivemos longe –  e ensinar-lhes pessoalmente os segredos da arte do bordado.

Estou muito contente por ensinar bordado na plataforma online Domestika, que dá acesso a uma audiência mais vasta que quer aprender esta arte. Sou convidada a entrar nas suas casas ou ateliês através do ecrã do computador, ensinando-lhes a bordar ao seu próprio ritmo. A comunidade de mulheres e homens bordadores gerada por este curso enche-me de alegria. (De momento este curso só está disponível em espanhol, no entanto em breve será possível ser legendado em inglês). O curso não expira, pode ser visto inúmeras vezes. Convido-vos a experimentar!

Entrevista a Loly Ghirardi - Señorita LyloEntrevista a Loly Ghirardi – Señorita Lylo
Porque pensa que é tão importante transmitir estes conhecimentos?
O bordado é uma técnica muito antiga e pertence a todos, é por isso que partilhar pequenos truques ou novas descobertas é tão enriquecedor.

Qual o seu ponto de bordado e a sua cor DMC preferidos?
O meu ponto de bordado preferido é o “ponto de pistilo” (conjugação de nó francês e ponto lançado). Como que por magia, dá volume ao bordado. Adoro-o para criar folhas, curvas, algas ou penas. E a cor DMC que mais gosto é a gama de verdes pastel, por exemplo o Mouliné 3851.

Entrevista a Loly Ghirardi - Señorita Lylo

Mais alguma coisa que gostaria de partilhar connosco?
A colecção Señorita Lylo para a DMC é inspirada num imaginário de jogos- hobbies para crianças e adultos. Foi também uma viagem divertida e nostálgica, mergulhando nas memórias de infância, recordando cores, sabores e cenários – que me inspiraram no desenho dos 10 esquemas para bordar. O interessante é que há diferentes níveis de dificuldade. Pode começar com o mais simples, aprender mais pontos, ganhar confiança e passar para um desenho mais complexo. Pode aplicá-los em quaisquer superfícies. As possibilidades são infinitas e a gama de cores é muito vasta, óptima para combinar com várias roupas ou objectos. Por exemplo, pode colocar um fogo de artifício nos ombros da sua sweatshirt, um gelado num saco e praia ou um colibri a voar num chapéu.

Para seguir o meu trabalho ou ver mais sugestões onde aplicar os desenhos, pode-me encontrar aqui:

www.srtalylo.tumblr.com

www.srtalylo.com

facebook: SrtaLylo

instagram: @srtalylo

twitter: @srtalylo

Para verem outras entrevistas é só clicar aqui e já ficam a conhecer um monte de bordadeiras inspiradoras.

Esta entrevista foi traduzida e partilhada por mim aqui, mas se tiverem curiosidade e quiserem aqui fica a original.


Entrevista a Jane Denton

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Entrevista a Jane Denton
O mês de Fevereiro é bem pequenino e acabou bem rápido, tão rápido que acaba por nem dar tempo para publicar tudo o que queria, como é caso da entrevista do mês. Gosto de ler estas entrevistas porque acho sempre curioso saber como e em quê se inspiram outras pessoas, quais os materiais que usam e ver os trabalhos lindos que fazem.

Entrevista a Jane Denton
Portanto continuando as publicações das nossas entrevistas com artesãs/aos a entrevista deste mês é a Jane Denton (Já adorava os seus quadros do Pinterest mas não sabia quem era a autora!) que é uma artista da Nova Zelandia que borda quadros geométricos minimalistas e coloridos com lá. A o blog da DMC espanhol entrevistou-a para que soubéssemos como começou e qual o seu processo criativo e de trabalho, eu deixo aqui a entrevista traduzida para que vocês vejam e se inspirem.
Entrevista a Jane Denton

Quando e por que começou a bordar?
Quando meu marido e eu compramos nossa casa nós não encontramos nenhuma obra de arte a um preço razoável que gostássemos. Então eu comecei a desenhar minhas próprias fotos no computador para imprimir mas achei que o resultado era muito plano e precisava de mais textura.
Houve um dia, que eu estava caminhando ao longo de uma das principais ruas de Wellington e alguém tinha envolvido fio em torno de uma cerca com formas distintas. Eu imediatamente fiquei inspirada e pensei que a ideia tinha um grande potencial. Então voltei para casa, procurei um saco de lã que eu tinha e comecei a trabalhar.
Minhas peças eram originalmente em linho, mas era demasiado rijo e difícil de trabalhar, contudo gostava do resultado final, então passei a fazer em tecidos mais finos que tem o mesmo efeito. Meus trabalhos rapidamente se tornaram populares entre os meus amigos e familiares então criei um site para vender o meu trabalhado e agora vendo em algumas lojas de decoração na Nova Zelândia e Austrália como a Small Acorns.

Entrevista a Jane Denton

Como você aprendeu?
Quando eu tinha 20 anos eu passei muitas horas a fazer estofos e capas de almofada com kits da Jennifer Pudney, uma designer local. Os seus desenhos são frescos e contemporâneos o que me chamou a atenção. Minha mãe deu-me  um livro de 70 bordados que eu amo e eu sempre tento incorporar alguns desses pontos de bordados antigos no meu trabalho.

Como é seu processo criativo? Você faz esboços no papel antes de bordar?
Eu sempre penso em formas, padrões e combinações de cores e encontro muita inspiração no Pinterest. E sim, eu faço muitos desenhos antes de começar.

Como escolhe as cores?
Eu tenho uma ideia geral da paleta de cores que irei utilizar antes de começar. Então eu geralmente começo no centro do desenho (normalmente no rosa!) E depois, lentamente,vou adicionando outras cores, mas apenas se ficarem bem próximos uma da outra.

Você sempre deixa espaços vazios no tecido?
Eu amo os espaços em branco sobre meus projectos, acho que faz a cor ressaltar e dá um visual muito fresco que eu amo.

Entrevista a Jane Denton

Que tipo de fibras têxteis usa?
Até agora eu só usei lã, mas agora vou começar a usar fio de algodão e estou muito animada sobre isso!

Existe alguma outra técnica têxtil que você gostaria de aprender além de bordado?
Eu gostaria de aprender crochet, eu sei o básico, mas gostaria de aprender mais.

Obrigado Jane! Se você quiser ver o trabalho de Jane Denton visite seu website.

Para mais entrevistas clique aqui e saiba como e onde se inspiram outros artistas!


Entrevista a Grav Grav : ponto cruz em madeira

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Entrevista a Grav Grav : ponto cruz em madeira

Grav Grav é uma marca jovem de bolsas de madeira bordadas em ponto cruz. Merve Burma é a criadora destas maravilhas feitas à mão no seu estúdio em Istambul. Reinventa com criações de ponto cruz e mostra que uma geração jovem pode aliar modernidade e tradição. A entrevista para saber mais sobre o seu trabalho.

Entrevista a Grav Grav : ponto cruz em madeira
Quando você começou a bordar ponto cruz?
Eu comecei a bordar ao criar a colecção de bolsas. Já tinha feito alguns testes em tela, mas o resultado não me agradou tanto, quanto  as minhas malas de madeira.

Entrevista a Grav Grav : ponto cruz em madeira
Como deste início à marca?
Eu acho que o início de Grav Grav é um pouco ligado a minha infância. Quando eu era pequena eu gostava de brincar com brinquedos de madeira. Eu própria também fabricava  coisas e brinquedos em madeira. Embora eu tenha estudado teatro na faculdade, sempre amei coisas feitas à mão. Eu pensei sobre como criar produtos com malas de madeira dos anos 70 e se adaptar aos tempos modernos. Foi assim que começou a produção de sacos de madeira em 2011. Minha filosofia em meus projectos é respeitosamente avaliar as maravilhas que a natureza nos dá.

Bordas sob outros suportes?

Sim, mas são trabalhos pessoais.
Entrevista a Grav Grav : ponto cruz em madeira

Tens mais projectos ponto cruz em mente?
Eu estou trabalhando em novos diagramas de ponto cruz para novas bolsas de madeira. Eles estarão disponíveis na minha loja no próximo mês. Quero continuar a trabalhar com madeira e melhorar esta técnica.

Como é o processo de fazer uma bolsa em madeira com ponto cruz?
Tento ligar designs tradicionais e modernos, mas sem romper com as fórmulas
modernas da moda. Na minha opinião, madeira e pele são uma combinação perfeita. Eles estão em harmonia. Gostaria também de recordar o ponto cruz tradição e nostalgia no mundo da moda moderna. Eu só uso gráficos de natureza nas malas. Normalmente levo entre dois e três dias para fazer um saco.

Entrevista a Grav Grav : ponto cruz em madeira
Que tipo de madeira  usas para as tuas malas?

Eu uso carvalho, nogueira e madeira de faia. Eu acho que a textura de cada árvore tem uma história única e encarna a alma da natureza. Estou muito satisfeita com esta magia.

 

 Merve muito obrigada, nós amamos descobrir como as as pessoas jovens estão experimentando novas maneiras de aplicar o ponto-cruz! Você pode ver e comprar as malas em seu site.
P.S: Entrevista feita pelo El Blog de DMC e traduzida para português por mim para publicar aqui como partilha.

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