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Excerto da Obra Viagem a Portugal – José Saramago

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Excerto da Obra Viagem a Portugal - José Saramago

Excerto da Obra Viagem a Portugal – José Saramago

“O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.”

Texto retirado daqui, e imagem daqui.

Excerto da Obra Viagem a Portugal – José Saramago

Lua Adversa- Cecília Meireles

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 Lua Adversa- Cecília Meireles
Lua Adversa- Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

 

Este poema foi retirado do meu site de eleição para partilha de textos ou seja O Citador, se gostam de literatura visitem no aqui.

Para verem outros textos e poemas que já publiquei visitem aqui.


Eu Simplesmente Amo-te – Pablo Neruda

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Eu Simplesmente Amo-te - Pablo NerudaEu Simplesmente Amo-te – Pablo Neruda

Eu Simplesmente Amo-te – Pablo Neruda

Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.

Pablo Neruda, in “Cem Sonetos de Amor”

Para verem mais textos e poemas deste maravilhoso poeta podem visitar o site O Citador aqui!
Tem também outros escritores e textos que para quem gosta de ler e ver citações vai adorar!

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(coisas que deveria ter dito e não disse) – Pedro Chagas Freitas

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(coisas que deveria ter dito e não disse) - Pedro Chagas Freitas(coisas que deveria ter dito e não disse)

Devia ter dito e não disse. (coisas que deveria ter dito e não disse) – Pedro Chagas Freitas

Ao homem da minha vida que é o homem da minha vida, todos os dias, sem parar, porque quando há algo tão bom como amar alguém para fazer todos os dias não o fazer não é timidez; é estupidez.

À minha mãe que é a velhota mais adorável que o mundo poderia conhecer e que quando me olho para a frente e me vejo como ela acredito que a velhice até pode mesmo ser a coisa mais linda de sempre.

Ao meu pai que pode parecer um durão mas que eu sei e sei que ele sabe que não é durão nenhum , é apenas um lamechas de primeira ordem, que quando se deita sem a mulher que ama chora que nem um bebé, e ainda bem, que uma pessoa que não chora que nem um bebé sempre que não tem o amor ao lado não é pessoa nenhuma.

Aos meus amigos que são apenas dois e que só são apenas dois porque depois de os ter na minha vida tudo o resto sabe a pouco, e que a amizade é uma forma de amor que não existe exclusividade mas quase, e quando se tem dois amigos assim não se precisa de mais amigos nenhuns porque o que tenho para gostar de alguém está gasto e mais do que gasto, e felizmente.

Ao que dói que vai passar, que tem de passar, que só pode passar, pelo simples facto de que tudo passa, até o que é mau, e que muitas vezes o que nos faz parar é o que faz andar, e amar, passe a redundância e a felicidade.

Aos que deixaram de viver que eram importantes, que precisava deles e que dói como se me agarrassem a carne por dentro lembrar-me do que fomos e já não podemos ser, do que poderíamos viver e já não podemos viver, do que deixámos por fazer e que mesmo assim vivemos tudo o que havia para viver.

A ti que ainda vais a tempo de dizer o que eu não disse.

Vai.
Diz.

(coisas que deveria ter dito e não disse) – Pedro Chagas Freitas

Veronika decide morrer – Paulo Coelho

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Veronika decide morrer - Paulo CoelhoVeronika decide morrer – Paulo Coelho
“A loucura é a incapacidade de comunicar suas ideias. Como se você estivesse num país estrangeiro – vendo tudo, entendendo o que se passa a sua volta, mas incapaz de se explicar e de ser ajudada, pois não entendem a língua que falam ali. Todos nós, de um jeito ou de outro, somos loucos.”

“O que faz uma pessoa detestar a si mesma? – Talvez a covardia. Ou o eterno medo de estar errada, de não fazer o que os outros esperam.”

“Se Deus existe, o que eu sinceramente não acredito, entenderá que há um limite para a compreensão humana. Foi Ele quem criou essa confusão, onde há miséria, injustiça, ganância, solidão. Sua intenção deve ter sido ótima, mas os resultados são nulos; se Deus existe, Ele será generoso com as criaturas que desejam ir embora mais cedo desta Terra, e pode até mesmo pedir desculpas por nos ter obrigado a passar por aqui.”

“Acreditava ser uma pessoa absolutamente normal. Sua decisão de morrer devia-se  a duas razões muito simples, e tinha certeza  que, se deixasse um bilhete explicando, muita gente ia concordar com ela. A primeira razão: tudo em sua vida era igual, e – uma vez passada a juventude – a tendência era que tudo passasse a decair, a velhice começasse a deixar marcas irreversíveis, as doenças chegassem, os amigos partissem. Enfim, continuar vivendo não acrescentava nada; ao contrário, as possibilidades de sofrimento aumentavam muito. A segunda razão era bem mais filosófica: Veronika lia jornais, assistia TV, e estava a par do que se passava no mundo. Tudo estava errado, e ela não tinha como consertar aquela situação – o que lhe dava uma sensação de inutilidade total.”

Veronika decide morrer – Paulo Coelho

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