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Lua Adversa- Cecília Meireles

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 Lua Adversa- Cecília Meireles
Lua Adversa- Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

 

Este poema foi retirado do meu site de eleição para partilha de textos ou seja O Citador, se gostam de literatura visitem no aqui.

Para verem outros textos e poemas que já publiquei visitem aqui.


Eu Simplesmente Amo-te – Pablo Neruda

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Eu Simplesmente Amo-te - Pablo NerudaEu Simplesmente Amo-te – Pablo Neruda

Eu Simplesmente Amo-te – Pablo Neruda

Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.

Pablo Neruda, in “Cem Sonetos de Amor”

Para verem mais textos e poemas deste maravilhoso poeta podem visitar o site O Citador aqui!
Tem também outros escritores e textos que para quem gosta de ler e ver citações vai adorar!

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O mar dos meus olhos – Sophia de Mello Breyner Andresen

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O mar dos meus olhos - Sophia de Mello Breyner AndresenO mar dos meus olhos – Sophia de Mello Breyner Andresen
O mar dos meus olhos

“Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma”

Sophia de Mello Breyner Andresen
(encontrado aqui)

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Porque – Sophia Mello Breyner

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Porque - Sophia Mello Breyner

Porque

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen


“O Amor ” – Fernando Pessoa

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"O Amor " - Fernando Pessoa

“O Amor ” – Fernando Pessoa

O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar para ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Para saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..


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